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ADINKRA por HTzin

A simbologia musical da nossa diáspora 

Por guilérme

Publicado em 20 de Abril de 2026

Em 14 de dezembro de 1890, Ruy Barbosa, então Ministro da Fazenda, ordenava que fosse ateado fogo em registros históricos do período escravocrata no Brasil. O ato incendiário foi motivado, segundo o próprio Ruy Barbosa, para ‘honrar a pátria’, em sua transição do Império para a República.

 

Criou-se no imaginário popular a ideia de que o ato incendiário foi uma manobra para evitar que escravocratas pudessem requerer indenizações após a perda de suas propriedades: os pretos. 

Com a isso, tornou-se praticamente inviável rastrear a história dos mais de 4 milhões de escravizados que chegaram ao Brasil nos conveses dos navios negreiros.

 

A diáspora africana no Brasil teve seus registros documentais perdidos, mas não sua simbologia.

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Os povos Akan, originários de Gana e da Costa do Marfim, registraram seus conhecimentos milenares através da simbologia Adinkra. Por aqui, mesmo que sem conhecer seus significados, nos deparamos com ditados e símbolos Adinkra

 

Talvez a representação mais comum presente em nossos dias sejam os milhares de portões e grades espalhados pelo país, como Eban, Nyame Dua e, principalmente, Sankofa. A Sankofa é, talvez, aquele que seja o cerne dos ensinamentos Adinkras: o resgate do autoconhecimento — para que se possa construir um novo futuro.

VOCÊ SABE O QUE ESSE SÍMBOLO NO PORTÃO REPRESENTADesde a nossa primeira sede até o espaço
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Em processo de formação como historiador,o rapper HTzin de Barra Mansa, sul do Estado Fluminense, narra a história da tradição africana em seu primeiro EP. 

 

Em ADINKRA., o MC também expõe desabafos e experiências pessoais que se repetem em diversos lares de jovens pretos e periféricos que permanecem guardados sobre a divina proteção africana. Os produtores PolrrBeats, Dubbeatz, prodbyxvn_ e RF beat moldam a sonoridade do boombap moderno, enquanto a gravação, mix e master ficaram na responsa de Prod.wp

 

Com a ótima e especial participação de nabru, o trampo é de curta duração, mas cercado de referências. 

O EP já se encontra disponível em todas as plataformas.

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guilérme

Oriundo de Volta Redonda/RJ, escreve principalmente sobre Rap, às vezes sobre esportes e quaisquer outros pensamentos intrusivos que lhe vêm à mente. 

Deus abençoe o Hip Hop.

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